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Jesus lava os pés dos discípulos para nos fazer entender o que é servir


Começamos hoje o tríduo de preparação para a Páscoa. Nesta quinta-feira santa, temos duas missas: a dos santos óleos, na qual todos os sacerdotes e reúnem em torno do bispo para mostrar a unidade da Igreja e os párocos levam consigo os óleos do crisma, dos enfermos e dos catecúmenos que serão usados durante o ano, e a missa do lava-pés, que apresenta Jesus como o servo manso e humilde de coração que coloca a sua vida a serviço da humanidade.
Com a passagem do evangelho de João 13,1-15 somos introduzidos na parte central dos acontecimentos mais importantes de nossa fé cristã. O cenário começa com a Última Ceia.
Jesus quer se despedir de seus discípulos, de seus companheiros, de seus amigos. Mostra mais uma vez sua grande humildade, através de um gesto fino e cheio de ternura. Começa a lavar os pés daqueles homens que o haviam visto parar a tempestade no mar, curar os cegos e os leprosos, fazer andar os paralíticos, e a ressuscitar Lázaro. Eles O haviam visto radiante como o sol na Transfiguração e agora, com um amor sem medida, se mostra com uma humildade sem limites, lavando-lhes os pés.
Pedro se assusta porque não consegue entender o que está acontecendo, mas diante das palavras de Jesus, pede-lhe para lavar-lhe não somente os pés, mas também sua cabeça. Ensina aos discípulos que não devem buscar honrarias, os primeiros lugares da sociedade, mas para se tornarem servidores de Deus na pessoa dos irmãos, principalmente os mais necessitados.
Lava também os pés de Judas. Certamente, acariciou-os com amor e com tristeza e mandou que nós fizéssemos o mesmo com os nossos semelhantes, sem distinção: o que eu faço, vós o deveis fazer para vos tornar meus discípulos.
A cena da Ceia do Senhor, com o lava-pés, nos ensina aceitar as pessoas como elas são e a ter para com elas uma postura de amor e de humildade da mesma maneira que Jesus. Só quem entende o que é o amor entende que ele se constrói com gestos de humildade.
Fiquemos com esta pequena demonstração do que Jesus quer de nós, nesta noite santa da sua ceia:
Nesta noite, entendo Pedro e a sua relutância
Sem meios termos: “Tu não me lavarás jamais os pés!”.
Na sua frase entrevejo
O respeito e ao amor por Ti, Jesus:
não quero que Te ajoelhes aqui diante de mim,
não posso aceitar que Tu, o Mestre,
Te comportes assim.
Nas palavras de Pedro, eu reconheço a minha vergonha,
Por me mostrar como sou,
Na minha nudez, com as minhas feridas,
Na minha imundície, com os meus erros,
Na minha pequenez, com as minhas ambiguidades.
Não gosto, Jesus, que Tu me vejas assim como realmente sou.

Mas Tu me repetes as mesmas palavras que disseste a Pedro,
Tu me convidas a me abandonar, a me deixar seguir em frente,
A me deixar acolher por Ti assim mesmo como eu sou:
Não preciso fingir.

Não é fácil lavar os pés de alguém,
Mas é ainda mais difícil deixar que lavem os nossos pés.
Nem sempre é fácil amar,
Mas é mais difícil deixar-se amar.
Nesta noite compreendo aquilo que queres de mim:
Que eu não procure ser o discípulo perfeito,
Mas ser somente alguém que se deixa amar por Ti,
Que se deixa purificar pela Tua bondade,
Curar e salvar pela Tua misericórdia.

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